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Estudo sobre latas de alumínio e de folha flandres: uma análise ambiental, mecânica e socioeconômica (2018)

  • Autores:
  • Autor USP: PEREIRA, TATIANA DE BARROS - EP
  • Unidade: EP
  • Sigla do Departamento: PMT
  • Assuntos: EMBALAGENS; ALUMÍNIO
  • Idioma: Português
  • Resumo: Latas de alumínio ocupam uma ampla fatia no mercado de embalagens no Brasil. Só em 2017, na maior cervejaria do Brasil, aproximadamente 42,2 milhões de hectolitros foram armazenados e comercializados nesse tipo de embalagem. Ainda, segundo a ABAL, 95% das bebidas no Brasil são vendidas em embalagens de alumínio. Entretanto, a súbita substituição das latas de folhas de flandres pelas de alumínio, entre os anos 80 e 90 e a falta de informações sobre tal transição deixa dúvidas sobre seus benefícios. O presente trabalho teve por objetivo a realização de uma análise ambiental, mecânica e social em relação aos possíveis tipos de embalagem utilizados. Para a análise ambiental, foi estabelecida um peso de alumínio para a fabricação de latas e, a partir do volume que esse peso comportava, um equivalente foi estabelecido para latas de folhas de flandres e vasilhames retornáveis de vidro. Após a realização de análise de ciclo de vida para esses três materiais, ficou claro a absurda vantagem em se produzir latas de folhas de flandres. Dos gráficos apresentados, a lata de alumínio emite 147% a mais de dióxido de carbono e os vasilhames de vidro 890% a mais. Já em relação à energia, a lata de alumínio gasta 162% a mais dos de folha de flandres e o vasilhame de vidro 829. Em relação ao ensaio mecânico, foram realizados testes de impacto Charpy e teste de compressão em latas vazias de alumínio e folha de flandres e em latas cheias de alumínio. O teste de compressão, para as latas vazias, mostra que a lata de folha de flandres suporta 290% mais força do que a lata de alumínio. Isso implica em mais peso podendo ser disposto sobre a lata de folha de flandres e, portanto, para estocagem, uma menor área requisitada. Sobre o teste de impacto Charpy, a lata de folha de flandres foicapaz de absorver 469% mais energia do que a lata de alumínio (comparando-se latas vazias), mostrando-se mais resistente à quedas, por exemplo. Por fim, uma análise sócio econômica mostra que, hoje no Brasil, existem cerca de 800 mil catadores de sucata, que possuem sua renda vinda exclusivamente da coleta de materiais reciclados, através do valor de revenda desses materiais para cooperativas. A completa substituição das latas de alumínio pelas latas de folhas de flandres poderia acarretar na redução de até 37 vezes da renda desses catadores, revelando um impacto social inaceitável sem que haja medidas que contornem tal resultado.
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    Versão PublicadaTATIANA DE BARROS PEREIRA...Direct link
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    • ABNT

      PEREIRA, Tatiana de Barros; MONLEVADE, Eduardo Franco de. Estudo sobre latas de alumínio e de folha flandres: uma análise ambiental, mecânica e socioeconômica. [S.l: s.n.], 2018.
    • APA

      Pereira, T. de B., & Monlevade, E. F. de. (2018). Estudo sobre latas de alumínio e de folha flandres: uma análise ambiental, mecânica e socioeconômica. São Paulo: EPUSP.
    • NLM

      Pereira T de B, Monlevade EF de. Estudo sobre latas de alumínio e de folha flandres: uma análise ambiental, mecânica e socioeconômica. 2018 ;
    • Vancouver

      Pereira T de B, Monlevade EF de. Estudo sobre latas de alumínio e de folha flandres: uma análise ambiental, mecânica e socioeconômica. 2018 ;

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