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Apesar da relevância, trata-se de uma condição muitas vezes sem um diagnóstico e tratamentos adequados. O tratamento normalmente se inicia com associações a analgésicos que podem não ser eficientes e em excesso podem levar à cefaleia diária por uso crônico. Tendo isso em vista, os tratamentos profiláticos com a utilização de medicações preventivas e controle dos fatores de risco modificáveis são uma alternativa para pacientes com alta frequência de crises, a fim de redução dessa frequência e consequentemente redução de uso dos medicamentos de crise. OBJETIVO: Realizar uma revisão da literatura baseada nos mecanismos fisiopatológicos da enxaqueca a fim de identificar os principais desencadeadores das crises migranosas e as perspectivas dos tratamentos profiláticos em relação aos tratamentos de crise. MATERIAIS E MÉTODOS: A busca de artigo foi realizada nos bancos de dados PubMed e LILACS. Além disso, foram utilizadas diretrizes e recomendações de órgãos nacionais e internacionais. RESULTADOS: Apesar do mecanismo da doença ser incerto, assim como sua progressão, foi possível estabelecer fatores de risco para cronificação da enxaqueca por meio de estudos epidemiológicos. Esses estudos apresentaram fatores de risco considerados modificáveis (distúrbios psiquiátricos, de sono, obesidade, alodinia, depressão, alta frequência de crises, uso abusivo de medicamentos utilizados em crise, consumo excessivo de cafeína, entre outros) e não modificáveis (fatores genéticos, sexo feminino, idade, status socioeconômico, histórico de lesões cerebrais, entre outros) que foram encontrados em maior prevalência nos pacientes que apresentavam o" [1]=> string(1643) "quadro de enxaqueca crônica quando comparados aos pacientes com enxaqueca episódica. Esses fatores são de grande importância para o manejo clínico com estratégias não farmacológicas e farmacológicas mais adequadas a cada caso clínico. Conforme as diretrizes recomendadas pela IHS, a escolha da terapia profilática varia conforme as necessidades individuais de cada paciente, incluindo suas comorbidades e tratamentos concomitantes, que vão se adequar melhor a algumas classes terapêuticas disponíveis, melhorando a tolerabilidade ao tratamento de escolha. Dentre as opções terapêuticas estão os beta bloqueadores, bloqueadores do receptor de angiotensina, inibidores da ECA, antidepressivos, anticonvulsivantes, antagonistas dos receptores de serotonina, entre outras opções menos estudadas e como terapia adjuvante profilática, recomenda-se o uso de toxina botulínica A. Atualmente, pesquisas estão sendo realizadas com relação ao uso de anticorpo monoclonal e até então, essas pesquisas estão sendo promissoras, com eficácia semelhante aos medicamentos preventivos orais e melhor tolerabilidade. CONCLUSÃO: A identificação desses fatores de risco e desencadeadores nos pacientes é 3 importante para que o neurologista possa propor tratamentos mais eficientes, farmacológicos e não farmacológicos. De um modo geral, os tratamentos profiláticos em adultos se mostram promissores nos estudos como uma terapia eficaz em longo prazo associada aos medicamentos de crise com uso controlado. 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