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Cenário da assistência oncológica no Brasil e contextualização na América Latina (2018)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: FIOROTTO, RAFAELA BARRIO - FCF
  • Unidades: FCF
  • Subjects: SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE; ONCOLOGIA
  • Language: Português
  • Abstract: INTRODUÇÃO: As chamadas Doenças Crônicas não Transmissíveis já são a maior causa de mortalidade mundial e dentre elas o câncer é a segunda maior causa de morte nos países latino-americanos. Portanto avaliar a organização da assistência oncológica prestada pelos países, o plano de controle do câncer, o tratamento disponibilizado e recursos destinados torna-se imprescindível para a determinação das barreiras que dificultam o acesso da população à assistência. Como resultado dessas barreiras, em 60,5% dos casos a determinação dos cânceres ocorrem em estadiamentos avançados, diminuindo o tempo de sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes, além de aumentar os custos com o tratamento para os sistemas de saúde. OBJETIVO: Apresentar o cenário atual da atenção oncológica no SUS, apontando gargalos, barreiras e defasagens presentes na rede, com uma reflexão sobre possíveis causas e propostas de melhorias. Secundariamente, comparar a realidade brasileira com a presente em países da América Latina, permitindo uma avaliação das diferenças e semelhanças. MATERIAIS E MÉTODOS: Trata-se de uma revisão bibliográfica do tipo narrativa, utilizando fontes nacionais como Ministério da Saúde, INCA, OMS e DATASUS, e fontes internacionais como PubMed, SciELO e LILACS. O período de abrangência foi de 15 anos. RESULTADOS: No Brasil, Política Nacional de Atenção Oncológica (PNAO) foi instituída em 2005 e passou por atualização em 2013. A assistência é prestada por UNACON e CACON, locais nos quais os pacientes são encaminhados pela atenção básica. Em 2017, o Brasil contava com 296 estabelecimentos cadastrados para prestar assistência oncológica e 396 habilitações ativas. Contudo, isso representa apenas 58% do que foi estipulado como ideal. Analisando-se por região, há partes do País com cobertura de 91% enquanto outras apresentam31%. Essa diferença regional de cobertura e qualidade dos serviços prestados faz com que os brasileiros tenham que se deslocar para diferentes municípios e até estados. A assistência brasileira também é caracterizada por falta de tempestividade, pois o início do tratamento ocorre em pelo menos 77 dias após o diagnóstico. Já os demais países da América Latina, apresentam sistemas de saúde fragmentados, formados por diversos subsistemas, os quais dificultam o cuidado integral e equitativo. A assistência latino-americana é 5 vezes menos financiada do que em países de alta renda e há pouco compromisso político para que a pauta do câncer esteja presente na agenda do Ministério da Saúde. CONCLUSÃO: A universalização da saúde vem apresentado resultados positivos para a diminuição das barreiras do acesso à assistência oncológica. A avaliação de tecnologias em saúde deve ser incentivada para melhorar a qualidade do diagnóstico e tratamento com menor custo, uma vez que os recursos disponíveis são escassos
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    • ABNT

      FIOROTTO, Rafaela Barrio; NICOLETTI, Maria Aparecida. Cenário da assistência oncológica no Brasil e contextualização na América Latina. [S.l: s.n.], 2018.
    • APA

      Fiorotto, R. B., & Nicoletti, M. A. (2018). Cenário da assistência oncológica no Brasil e contextualização na América Latina. São Paulo.
    • NLM

      Fiorotto RB, Nicoletti MA. Cenário da assistência oncológica no Brasil e contextualização na América Latina. 2018 ;
    • Vancouver

      Fiorotto RB, Nicoletti MA. Cenário da assistência oncológica no Brasil e contextualização na América Latina. 2018 ;

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